“Adoro sua voz. E da sua mão quente e do seu beijo calminho e intenso. Eu não gosto nunca de nada e gostei tanto de você.”
“Obrigado, Senhor, por ter mais gente por mim do que contra mim.”
“Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho.”
“Não é nada. Só estou desanimado, pra baixo, insuportável - desculpa.”
“Parece que eu não to ligando né? Eu sei que sim, parece a mesma coisa pra mim, que você não tá se importando com o que pode acontecer, só que no fundo, nós estamos enganados quanto a isso.”
“Meu anjo fala gírias, simplifica palavras, faz besteiras, sente medo, sonha. Meu anjo não tem asas, mas me faz voar. Meu anjo não é perfeito, mas foi feito para mim.”
“De rua em rua, eu volto logo da sua pra minha, e pergunto pra Deus “senhor, por que ela não é minha vizinha”.”
“Eu sou tão orgulhoso.
Quanto?
Quanto o quê?
Quanto você me ama?
Não estávamos falando disso.
Pois veja, agora estamos.
Muito.
Muito o quê?
Sou muito orgulhoso.
Você já disse isso.
Eu sei.
Por que toda vez que eu pergunto o quanto me amas, tu mudas de assunto?
Eu ainda não tinha reparado, seus olhos são verdes.
Azuis.
Verdes azuis?
Só azul.
O céu?
Você está louco?
Quem?
Eu. – Ironizou ela.
Conte-me uma novidade.
Idiota.
Seu.
Meu idiota?
Não.
Então meu o quê?
Seus olhos.
O quê que têm eles?
São verdes.
Eu já disse que são azuis.
O céu?
Você é louco ou o quê?
Infinito.
O que é infinito? Não digas que é o céu.
Também.
Também o quê?
O céu também é infinito.
E o quê mais?
O que você queria saber.
O que eu queria saber?
O quanto eu te amo.
E o quanto você me ama?
Infinito.
O céu?
Não.
O quê então?
O quanto eu amo você. Infinito.
Bobo.
Seus olhos.
Não, não são verdes.
Eu ia dizer que são lindos, e azuis – Sorri.
Eu te amo.
Eu sei.
Idiota.
Te amo mais.”